quarta-feira, 5 de maio de 2010
Com quantas garrafas PET se faz uma camiseta? Duas. Dois refris vazios e algodão e temos uma peça eco-eficiente pra vestir. A eficiência vem da diminuição dos impactos ambientais na produção. Seguindo a regra dos três Rs (reduza, reutilize e recicle), recolhe-se às fábricas o que seria descartado e transforma-se em um novo produto. O fio de poliéster que vem da PET é a grande redescoberta do plástico e a mais nova solução para redução do impacto ambiental que esse tipo de garrafa produz em todo mundo. A conversão da embalagem ao tecido é a mais recente e importante ação ecológica. Nessa cadeia de transformações um enorme volume de pessoas participam de um dos mais nobres trabalhos da atualidade, que é a reciclagem de materiais que demoram mais de 500 anos para se decomporem. A Pet, além de fazer parte desse grupo de materiais, ainda carrega em seu histórico a triste imagem de um dos materiais que mais poluem o planeta, lembra das fotos do Rio Tieté cheio de garrafas boiando? A resina PET foi desenvolvida pelos químicos ingleses Whinfield e Dickson, em 1941, para ser usada na fabricação de fibras sintéticas. Somente na década de 70 ela foi empregada como matéria-prima de garrafas, hoje a sua principal utilização. Atualmente, 1,5 litro de embalagem PET pode ser feita com apenas 35 gramas de material virgem. Quando o mercado de fibras descobriu a verdadeira fonte de matéria-prima contida no PET, a resina reciclada passou a ser empregada na indústria têxtil. O processo de transformação de PET em fio de poliéster acontece em três etapas. Depois de recolhidas, as garrafas são lavadas e separadas por cores, retiram-se rótulos e tampas. Após a secagem, passam por fusão à temperatura de 300º C e, em seguida, filtragem. Para a produção da fibra, é necessária uma nova fusão e equipamentos a separam em filamentos. Por último, realiza-se a estiragem, transformando a fibra em fio. As peças de vestuário recebem 50% do fio reciclado (poliéster) e 50% algodão. Você tenta comer melhor, usa papel reciclado, prefere comprar vegetais sem agrotóxicos, se opõe ao uso de sementes modificadas geneticamente... Mas... O que você veste? Como são feitas suas roupas? Quais são as condições dos trabalhadores que as produziram? Qual a origem dos materiais que as compõem? Pense nisso a próxima vez que Vc for comprar roupa! A moda é viciante. Pode ser em várias escalas. Seja com brincos, colares, pulseiras, anéis, roupas de ginástica, calça jeans, saias, vestidos, jaquetas, os eternos sapatos e por último, mas não menos viciante, as bolsas. Mas quando pensamos em comprar nossos objetos de desejo raramente pensamos no que pode ser ecologicamente correto, não é? Atualmente o ecologicamente correto não é sinônimo de pessoa chata, corretinha e metida a saber mais que voce o que pode irritar profundamente. É, sim, um ato do bem e nada melhor do que unir a moda a tudo o que é bom para mim, para voce e para todos. O conceito Ecodesenvolvimento nasceu durante os anos 70, por conta da polêmica gerada na primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em Estocolmo, entre aqueles que defendiam o desenvolvimento a qualquer preço, mesmo pondo em risco a própria natureza, e os partidários das questões ambientais. O termo foi proposto por Maurice Strong e, em seguida, ampliado por Ignacy Sachs, que, além da preocupação com o meio ambiente, incorporou as devidas atenções às questões sociais, econômicas, culturais, de gestão participativa e ética. Como uma derivação do conceito do Ecodesenvolvimento, surgiu a idéia de Desenvolvimento Sustentável. Em 1987, a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CMMAD), presidida pela a então primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, adotou o conceito de Desenvolvimento Sustentável em seu relatório Our Common Future (Nosso futuro comum), também conhecido como Relatório Brundtland. O conceito foi definitivamente incorporado como um princípio durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Cúpula da Terra de 1992 (Eco-92), no Rio de Janeiro. Em sua essência, o Desenvolvimento Sustentável também busca o equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico e serviu como base para a formulação da Agenda 21, com a qual mais de 170 países se comprometeram. A premissa básica do Relatório Brundtlan é: independente da existência de atores sociais implicados na responsabilidade da degradação ambiental, a busca de soluções seria uma tarefa comum a toda humanidade. Existem diversas semelhanças entre os conceitos de Ecodesenvolvimento e Desenvolvimento Sustentável, o que permite a interpretação de que ambos são sinônimos, como considera o próprio Sachs. Os dois tratam de ser abrangentes conjuntos de metas para a criação de um mundo, enfim, equilibrado e com uma sociedade sustentável. MODA ETICA Moda Ética é aquela que leva em consideração as pessoas por trás das roupas que usamos, assim como o meio ambiente. Por isso, sempre que você for comprar uma peça de roupa pense duas vezes sobre onde ela foi feita originalmente, por quem e sobre quais condições. Consumo ético, comércio justo (também conhecido como “fair trade”) e responsabilidade ambiental formam o tripé desse tipo de comércio que não pára de crescer em todo o mundo. Desde alguns dos maiores estilistas de marcas de grife até pequenas confecções de bairro, muitos estão adotando a esse estilo de moda. Adote você também! Da próxima vez que for incrementar o guarda-roupa, pense nos impactos da produção daquela peça e invista na que for mais sustentável. A vida moderna tem sua própria velocidade. Assim como o consumo de alimentos e energia, a indústria têxtil também extrai com grandes colheradas os recusos naturais. Pensando na antítese desta situação, o Slow Fashion, ou moda lenta, tem a intenção de atender os consumidores de moda com maior consciência ética e respeito com o meio ambiente. Sazonalidade x Atemporalidade As condições do mercado da moda são facilmente entendidas: estações. As modas sazonais alimentam um consumo desenfreado, por parte de um grande número de pessoas, de um vestuário descartável e efêmero. A produção que é confeccionada em pequeno número para consumidores mais abastados, é rapidamente reproduzida em larga escala para as grandes massas populacionais. Como papel, as roupas se desfazem a cada final de coleção que, depois de consumida, mal bem é digerida, já irá para o lixo. Os grandes recursos injetados acabam por se tornarem ultrapassados com a chegada de ‘novas necessidades’ através de novas tendências. O Slow Fashion é como buscar uma nova ótica sobre essas “necessidades”. Reestruturar o objetivo da moda e receber essas mudanças de estilos sazonais de maneira responsável, ponderando o contexto sócio-ambiental e subsidiando a ética com o consumidor. Elegância x Extravagância O conceito de Slow Fashion ganha espaço passo a passo. Prova de que é fácil aliar moda e consumo consciente é a designer de roupas Zoica Matei, que aplica diretamente em suas peças elegantemente sustentáveis essa, que não parece ser apenas mais uma nova tendência. Ela acredita em uma moda socialmente responsável e desacelerada, construída para durar e suplantar a "regra da sazonalidade". Sua linha foi criada com materiais eco-friendly , não usa procedimentos de lavagem e tingimento (que normalmente são abrasivos para o meio ambiente) e segue o Fair Trade principles, ou princípios do Comércio Justo. Suas peças ética e organicamente criadas ganham uma versatilidade que ultrapassa as tendências sazonais e buscam atemporalidade no consumo equilibrado e consciente.O desafio lançado pela estilista é o retorno ao verdadeiro estilo individual, não apenas uma participação figurante no grande mercado da moda. As peças autênticas, originais e com um desenvolvimento respeitoso têm atraído cada vez mais público. Não cabe a roupa ou acessório apenas esbanjar uma beleza e estrutura condizente com a vida contemporânea, é preciso "dizer alguma coisa", trazer uma positiva mensagem para quem a usa. Qualidade e longevidade devem ser características que não só os fornecedores e estilistas devem passar em suas criações, mas que os consumidores também devem adotar na hora da escolha. Procurar informações sobre a origem do produto torna-se fundamental. A responsabilidade sócio-ambiental deve sempre estar atrelada as produções e quem compra torna-se responsável pela realidade por trás do bem consumido. ECOMODA Um novo conceito de moda está invadindo as vitrines e passarelas de todo o mundo. É a “ecomoda” ou moda ecológica. Essa nova vertente, de um universo que já movimentou R$ 400 milhões em 2008 somente no Brasil, busca soluções para agregar às roupas um conceito ecologicamente sustentável. Entre as opções para torna uma roupa amiga do meio ambiente, vale utilizar matéria prima orgânica e reciclada, incentivar produtores locais, banir o uso de pesticidas, fertilizantes e produtos químicos, substituir peles de animais por materiais sintéticos e vegetais, e até mesmo planejar todo o processo de venda e distribuição das roupas, garantindo que os recursos utilizados estarão de acordo com as regras da sustentabilidade. Dessa forma, os impactos ambientais são considerados em todas as etapas do produto, da origem da matéria prima até o descarte pelo consumidor. Para produzir roupas “sustentáveis” é preciso seguir a alguns princípios como a produção de peças economicamente viáveis, socialmente justas e ecologicamente corretas. Para isso, já foram realizados estudos, como o do pesquisador italiano Carlo Vezzoli, do Instituto Politécnico de Milão, que desenvolve atividades didáticas e de pesquisa buscando encontrar métodos, estratégias e instrumentos para o desenvolvimento sustentável também na moda. Entre as propostas apresentadas por Vezzoli, está uma que pretende tornar o ciclo de vida dos produtos do vestuário mais longos e sugere que o consumidor compartilhe mais as roupas e escolham peças com as quais se identifiquem mais e que tenham maior durabilidade. Novas idéias surgem a todo o momento buscando criar roupas a partir de materiais inusitados como fibra de soja, peças de aço, fios elétricos, embalagens de ovos e até mesmo algas marinhas. No Instituto Europeu de Design (IED), também em Milão, alguns estudantes desenvolveram projetos que transformam meias de nylon e solas de sapatos em vestidos ecológicos. Aqui no Brasil, o estilista Caio Von Vogt criou o ecovogt, um tecido 100% ecológico, criado a partir de uma fibra, de origem vegetal, que se decompõe em dois anos. Um alívio ao meio ambiente, já que alguns materiais, como o poliéster, pode levar até um século para se decompor. Outros estilistas reutilizam roupas velhas, ou que já não servem mais, e a transformam, criando a chamada moda “vintage”. Contudo, o material mais utilizado na ecomoda é o algodão orgânico. Desenvolvido em um sistema que fomenta a atividade biológica, esse material exige um manejo diferente do sistema de produção convencional, pois bane o uso de agrotóxicos e produtos químicos, danosos a saúde do solo e das pessoas. E toda essa preocupação não é à toa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 500 mil e dois milhões de pessoas são vítimas de intoxicação agroquímicas em todo o mundo. Um terço dessa população seriam cultivadores de algodão, a principal obra prima das confecções atuais. Outros materiais, como a pele e o couro de animais, produzem um impacto ambiental muito maior do que as pessoas imaginam, já que a criação e o abate provocam a contaminação da água de córregos e lençóis, destrói a biodiversidade e contribui para as mudanças climáticas. Por conta dessa preocupação, as empresas que trabalham com a “ecomoda” agregam à sua marca um fator fundamental na hora da escolha dos clientes. As roupas, que já representam 15% do mercado inglês e alemão e não param de crescer em todo o mundo, valem mais pelo conceito ambiental que representam que propriamente pela peça. E por falar em valer, elas valem sim, muito dinheiro. Uma peça de roupa ecológica pode custar até 30% mais que as peças de vestuário tradicional. Isso é explicado pelo fato desses produtos terem uma produção mais artesanal, cuidadosa e que requer um estudo maior para seu desenvolvimento. A matéria prima também acaba saindo mais cara, já que são produzidos em plantações pequenas e de forma natural, onde o combate a pragas, por exemplo, é mais complicado sem pesticidas. Mesmo com essa dificuldade, inúmeras marcas já incorporaram a moda ecológica e começam a apresentar coleções produzidas com materiais orgânicos, utilizando mão-de-obra local e disseminando a proposta de desenvolver produtos social e ambientalmente sustentáveis. Ícones como a São Paulo Fashion Week (SPFW), maior evento de passarela de moda do Brasil e quarta passarela de moda mundial, elegeu o tema ‘sustentabilidade ambiental’ em sua 22ª edição. Outras marcas, como as brasileiras Melissa, Santaconstancia, Mara Mac, Grendene e Éden, as internacionais, como a Levi Strauss, Gap, Nike, Marks & Spencer, Katherine Hamnet, e até as famosas Giorgio Armani e Stella McCartney, já usam materiais alternativos e ecologicamente corretos e estão fazendo sucesso com seus clientes, provando que verde é o novo preto.
Fonte: Alessandro Grandi

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